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Linhas de marionete: aquele vinco que desce do canto da boca tem tratamento?

Linhas de marionete têm explicação anatômica e tratamento com preenchimento. Entenda o sulco labiomandibular e como a Dra. Priscila Oshiro avalia cada caso.

Sim, tem tratamento — mas antes de falar em preenchimento é preciso entender por que esse vinco aparece, porque isso muda a abordagem.

O que são as linhas de marionete

Linhas de marionete são os sulcos que descem verticalmente do canto da boca em direção ao queixo, formando aquele desenho que lembra a articulação de um boneco de vara — daí o nome. Na literatura técnica esse trajeto é chamado de sulco labiomandibular. Ele é diferente do bigode chinês (sulco nasogeniano), que fica mais acima, entre o nariz e o canto da boca. É comum uma pessoa ter os dois ao mesmo tempo, mas são estruturas anatômicas distintas e nem sempre pedem a mesma conduta.

Por que o canto da boca cai

O vinco não surge do nada. Três fatores costumam se somar:

  • Perda de volume ósseo e de gordura na região anterior da mandíbula e do queixo, que reduz o suporte da pele nessa área.
  • Afrouxamento dos ligamentos de sustentação da face, que perdem tensão ao longo dos anos e permitem que os tecidos moles desçam.
  • Ação repetida da musculatura ao redor da boca, sobretudo do músculo depressor do ângulo da boca, que puxa o canto para baixo com o tempo.

O resultado visível é o canto da boca caído, um ar de cansaço ou de insatisfação mesmo quando a pessoa está com o rosto em repouso. É essa queixa — o espelho mostrando uma expressão que não corresponde ao humor — que costuma trazer a paciente ao consultório, não o nome técnico do sulco.

O preenchimento resolve sozinho?

Depende do grau do sulco e da causa predominante. O preenchimento com ácido hialurônico repõe volume onde ele foi perdido — na região do queixo, no sulco em si ou nas áreas adjacentes — e isso pode suavizar a transição entre a boca e a mandíbula. É uma técnica que atua no volume, não no músculo nem no ligamento.

Quando a causa principal é a atividade muscular repetitiva do depressor do ângulo da boca, o preenchimento isolado tem efeito limitado, porque o músculo continua puxando o canto para baixo. Nesses casos a avaliação pode indicar toxina botulínica associada, para reduzir a tração muscular, combinada ou não ao preenchimento. E quando o afrouxamento dos ligamentos é o fator dominante, sulcos muito profundos podem responder melhor a combinações de técnicas do que a preenchimento isolado.

É por isso que não existe protocolo padrão para linha de marionete. Existe avaliação de cada rosto.

Como a avaliação é feita

A Dra. Priscila Oshiro, cirurgiã bucomaxilofacial com CRO-SP 70.865, mais de 25 anos de atuação e mais de 1.000 procedimentos realizados, parte sempre da queixa da paciente antes de decidir a técnica. O sulco labiomandibular raramente aparece isolado: costuma vir acompanhado de perda de volume no terço inferior do rosto, no queixo ou nas maçãs, e tratar só a linha sem olhar o conjunto tende a produzir um resultado desproporcional ao restante do rosto.

Com mestrado em Traumatologia e formação que começou na reconstrução facial, a análise leva em conta o esqueleto ósseo por trás do sulco, não só a pele. Isso importa porque uma parte relevante do que se vê na superfície é reflexo do suporte que existe — ou que falta — embaixo.

O que não fazer

Preenchimento em excesso no próprio sulco, sem tratar as causas ao redor, tende a criar um volume artificial que não acompanha o movimento natural da boca ao falar e sorrir. Da mesma forma, tentar corrigir um canto da boca muito caído só com produto no ponto mais baixo do vinco, ignorando o suporte do queixo e da região adjacente, costuma exigir retoques frequentes e nem sempre entrega o equilíbrio que a pessoa buscava. A queixa geralmente pede olhar o rosto inteiro, não só o traço que incomoda no espelho.

Se você percebe esse vinco descendo do canto da boca e quer entender o que cabe no seu caso, fale com a Dra. Priscila Oshiro pelo WhatsApp.

Dra. Priscila Oshiro — CRO-SP 70.865

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