Sorriso gengival é o termo usado quando uma faixa maior de gengiva fica visível na hora do sorriso, geralmente mais de 3 milímetros acima da linha dos dentes superiores. Não é uma doença. É uma característica anatômica que pode ter mais de uma origem, e é exatamente por isso que a avaliação antes de qualquer conduta precisa olhar para causas diferentes, não só para o sintoma.
Por que a gengiva aparece tanto ao sorrir
Existem pelo menos quatro fatores que, isolados ou combinados, explicam o excesso de gengiva visível:
- Hiperatividade do músculo elevador do lábio superior — o lábio sobe mais do que o esperado durante o sorriso, expondo mais gengiva do que o normal para aquele rosto.
- Erupção passiva alterada — a gengiva não se retraiu o suficiente durante o crescimento, cobrindo parte da coroa do dente que deveria estar visível.
- Excesso vertical de maxila — o osso da maxila cresceu além do padrão esperado, deslocando dentes e gengiva para baixo.
- Dentes clinicamente curtos — proporcionalmente ao tamanho da gengiva, a coroa dentária visível é menor, criando a sensação de “muita gengiva”.
Cada uma dessas causas pede uma conduta diferente. É aqui que muita gente erra: procura um único tratamento padrão sem entender qual mecanismo está por trás do próprio caso.
O que a avaliação investiga
Antes de qualquer decisão, a avaliação clínica busca identificar de onde vem o excesso de exposição gengival. Isso envolve:
- Medir quantos milímetros de gengiva aparecem ao sorriso máximo, não ao sorriso social discreto.
- Observar a mobilidade do lábio superior durante a contração muscular.
- Checar a proporção entre coroa dentária visível e margem gengival.
- Avaliar, quando pertinente, a posição vertical da maxila em relação ao restante da face.
Sem essa investigação, qualquer intervenção corre o risco de tratar o sintoma errado. Um caso de hiperatividade muscular não responde da mesma forma que um caso de excesso ósseo — e insistir na técnica errada só adia o entendimento real do problema.
Toxina botulínica no sorriso gengival: quando entra na conversa
A toxina botulínica é indicada para os casos em que a causa principal é a hiperatividade do músculo elevador do lábio superior. O objetivo do procedimento é reduzir a contração excessiva desse músculo, diminuindo a amplitude com que o lábio sobe durante o sorriso.
Isso não se aplica a todos os quadros. Quando a causa é óssea — excesso vertical de maxila — ou está ligada à erupção passiva alterada, a toxina não atua sobre a origem do problema. Nesses casos, outras condutas clínicas ou cirúrgicas são discutidas, cada uma com sua própria indicação e limite.
A avaliação presencial é o que define se o caso responde ao uso da toxina botulínica ou se pede outra abordagem. O resultado da aplicação varia conforme a musculatura de cada pessoa e a resposta individual ao produto, por isso a análise do rosto como um todo antecede qualquer aplicação.
Onde as pacientes mais erram na busca por tratamento
Dois erros aparecem com frequência em quem procura resolver sorriso gengival por conta própria:
- Confundir sorriso gengival com um problema estético isolado, sem investigar se há componente ósseo ou de erupção envolvido.
- Buscar aplicação de toxina sem antes confirmar se a causa predominante é muscular — o que leva a expectativas desalinhadas com o que a técnica realmente atua.
Com mais de 25 anos de atuação como cirurgiã-dentista, mestrado em Traumatologia e mais de 1.000 procedimentos realizados, a Dra. Priscila Oshiro conduz essa avaliação observando a face de forma completa antes de indicar qualquer conduta, no consultório próprio na Lapa, São Paulo.
Se a gengiva aparece mais do que você gostaria ao sorrir e você quer entender qual é a causa do seu caso, fale com a Dra. Priscila Oshiro pelo WhatsApp.
Dra. Priscila Oshiro — CRO-SP 70.865